Transtorno do Pânico

O que é Transtorno do Pânico?

Os ataques de pânico recorrentes são as características essenciais do Transtorno do Pânico. As crises, ou seja, os ataques de pânico se manifestam por ansiedade aguda e intensa, causando extremo desconforto, sintomas físicos e medo de que algo ruim irá acontecer de repente, como por exemplo, morte iminente, perda de controle, desmaio ou sentir-se mal.

Os ataques duram minutos e costumam ser inesperados. Não seguem situações especiais, surpreendendo o paciente em situações variadas, porém algumas pessoas desenvolvem o episódio de pânico diante de determinadas situações já conhecidas, como por exemplo, dirigir um carro, ambientes fechados, ambientes com aglomeração de pessoas e altura. Nestes casos, dizemos que o Transtorno do Pânico é acompanhado de Agorafobia, ou seja, perturbação de ansiedade que é caracterizada por sintomas de ansiedade que respondem a situações em que a pessoa se sinta insegura ou das quais entenda que será difícil de escapar.

Após tais sintomas os indivíduos ficam ansiosos e com medo pela possibilidade de voltarem a sentir tais efeitos. Dessa forma, passam a evitar situações que possam possibilitar a crise e assim acabam prejudicando as relações familiar, social e ocupacional em graus variados, deixando muitas vezes de praticar determinadas tarefas do cotidiano, como por exemplo,  deixar de dirigir, frequentar parques, elevadores,  festas, ir a supermercados, edifícios altos, viagens de avião e navio.

Os pacientes com diagnóstico de Transtorno do Pânico frequentemente podem precisar de acompanhantes para sair de casa ou até mesmo se recusar a sair, desencadeando comportamentos de evitação.

Quem pode sofrer com Transtorno do Pânico?

O Transtorno do Pânico geralmente tem início após os 20 anos de idade, e é igualmente prevalente entre homens e mulheres.

As pessoas portadoras deste transtorno, têm frequentemente entre 20 e 40 anos, ou seja, estão no ápice da vida profissional. É comum serem pessoas extremamente produtivas, que assumem grandes responsabilidades e muitas atividades rotineiras, são perfeccionistas, muito exigentes consigo mesmas e não costumam aceitar bem os erros ou imprevistos. Estes indivíduos costumam ter tendência a preocupação excessiva com problemas dos cotidianos, têm um bom nível de criatividade, excessiva necessidade de estar no controle da situação, têm expectativas altas, pensamento rígido, são competentes e confiáveis.

A seguir listei alguns traços de personalidade que pessoas propensas à Síndrome do Pânico possuem: tendência a preocupação excessiva; necessidades de estar no controle da situação; expectativas altas; pensamentos relativamente rígido (dificuldade em aceitar mudanças de opinião); reprimem sentimentos pessoais negativos (não sabemos o que estão sentindo); julgam-se perfeitamente controladas (duvidam tenham problemas emocionais); são extremamente produtivas (não relaxam, sempre estão fazendo algo); assumem grandes responsabilidades (ocupacionais e familiares); perfeccionistas; exigentes consigo mesmas (consequentemente, com os outros também);não aceitam bem os erros ou imprevistos.

Dificilmente algum paciente com Pânico se diz emotivo, deprimido ou mesmo vivendo algum conflito. É comum que os portadores desse transtorno sejam pessoas extrovertidas, determinadas, decididas, capazes de enfrentar situações muito adversas, corajosas e sem antecedentes de transtornos emocionais.

Apesar dessas características, depois do primeiro episódio de Pânico, normalmente de gravidade suficiente para atendimento em Pronto-Socorro, essas pessoas tornam-se mais amedrontadas, tensas e inseguras. Considerar que o extremo mal-estar pelo qual passaram tenha tido origem puramente emocional costuma ser de difícil aceitação e provocar grande resistência.

Os Ataques de Pânico ocorrem em diversos quadros de ansiedade, o que não significa necessariamente que exista a Síndrome do Pânico clássica  quando um ataque ocorre. Podem ocorrer ataques de Pânico na Ansiedade Generalizada por exemplo.

A principal característica de um Ataque de Pânico é um período distinto de medo intenso ou grande desconforto acompanhado por pelo menos quatro dos treze sintomas que serão citados a seguir. Este ataque tem início súbito e aumenta rapidamente chegando à seu ápice, de maneira geral, em 10 minutos. É acompanhado por sentimentos de perigo, catástrofe ou morte iminente. Os 13 sintomas físicos são os seguintes: palpitações; sudorese; tremores ou abalos; sensações de falta de ar ou sufocamento; sensação de asfixia; dor ou desconforto no tórax; náusea ou desconforto abdominal; tontura ou vertigem; sensação de não ser ela(e) mesma(o); medo de perder o controle ou de “enlouquecer”; medo de morrer; formigamentos; calafrios; e ondas de calor.

Principais características de Ataques de Pânico

Encontramos, basicamente, três tipos característicos de Ataques de Pânico:

– Ataques de Pânico Inesperados – nestes, o início do Ataque de Pânico acontece natural e inesperadamente, não está relacionado a uma situação desencadeante. O paciente relata que o ataque “veio do nada”. Estes são os mais característicos no Transtorno do Pânico;

– Ataques de Pânico Ligados a Situações Específicas – nestes, quase invariavelmente, o Ataque de Pânico ocorre logo após à exposição a uma situação desencadeante. A antecipação de situações geradoras de ansiedade também pode gerar sintomas, por exemplo, ver barata, rato, um cachorro ou uma cobra que sempre ativa um Ataque de Pânico imediato. Frequentemente, estes ataques estão mais associados a uma Fobia Específica ou Fobia Social do que ao Transtorno do Pânico;

– Ataques de Pânico Predispostos pela Situação – costumam acontecer frente a uma situação desencadeante, porém os ataques não estão invariavelmente associados a essa situação e não precisam necessariamente acontecer após esta exposição. Por exemplo, estes ataques em determinado indivíduo costumam ocorrer quando ele está dirigindo, contudo, não acontece todas as vezes que o indivíduo dirige. Por outro lado, o Ataque de Pânico pode ocorrer uma hora depois deste indivíduo ter dirigido. Este tipo de Ataque de Pânico é comum no Transtorno do Pânico, mas também pode ocorrer em Fobias Específicas e Fobia Social.

Pessoas no mundo inteiro sofrem por este Transtorno, pesquisas epidemiológicas identificam que de 2% a 4% da população mundial sofre com essa problemática e estes números indicam que esse transtorno é um sério problema de saúde.

Este transtorno está associado a uma disfunção dos neurotransmissores. Uma das teorias indica que o sistema de alerta normal do organismo (um conjunto de mecanismos mentais e físicos que permite que uma pessoa reaja à alguma situação de ameaça ou se promove adaptação a determinada circunstância) é ativado desnecessariamente na crise de Pânico sem que haja um perigo iminente de fato.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores, responsáveis pela comunicação entre os neurônios (células do sistema nervoso) responsáveis por todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo, como por exemplo andar, pensar, memorizar e etc. Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar a comandos incorretos, dessa forma o organismo desencadearia uma reação de alerta indevidamente.

Transtorno do Pânico pode ser tratado. Se você sofre de Transtorno do Pânico, sinta-se à vontade para entrar em contato e agendar sua sessão.


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