O dilema de fazer a melhor escolha

Todos nós, a todo momento, fazemos escolhas. No decorrer da vida e na sociedade atual, precisamos escolher a todo instante desde decisões simples, como onde comer, qual filme assistir, até escolhas que envolvem grandes mudanças, como qual faculdade cursar ou qual carreira seguir.

Escolher muitas vezes não é tarefa fácil. Escolher envolve medos, inseguranças, além das consequências das escolhas realizadas. São tantas coisas envolvidas, que surge aquela dúvida: “Será que estou fazendo a escolha certa? ”, “E se o que estou escolhendo não for o melhor? ”, “E se eu me arrepender? ”.

Quando escolhemos algo, inevitavelmente estamos abrindo mão de alguma outra coisa. Se escolhemos ficar na relação que estamos, estamos abrindo mão de vivenciar outros relacionamentos. Se escolhemos mudar de emprego e começar objetivos novos, estamos abrindo mão do conforto que já vivemos, da segurança que aquele local fornece. E na maioria das vezes, não é possível assegurar que as consequências das escolhas tomadas serão boas. E a angústia dessa incerteza é o que provoca, muitas vezes, o medo de precisar tomar decisões.

Os prejuízos de não escolher

Escolher pode envolver em algumas situações opções que não são fáceis de classificar como boas ou ruins, e qual é a opção certa e que trará boas consequências, sendo necessário correr o risco. É essa incerteza que muitas vezes causa o sofrimento e angústia, fazendo com que a melhor opção seja deixar as coisas como estão, responsabilizando o destino, ou culpando outras pessoas pelas consequências e escolhas geradas.

Quando se acredita que não há como fazer uma escolha, e o que prevalece é a vontade de “deixar a vida nos levar”, também há uma escolha sendo feita, e que pode trazer muitos prejuízos emocionais como:

  • Frustração com a vida: quando você deixa o poder de escolha nas mãos de outras pessoas, ou do destino, a chance de se frustrar vivendo uma vida que não gostaria é muito grande;
  • Falta de controle: os caminhos percorridos, os objetivos traçados não foram decididos e controlados por você. É como se estivesse vivendo a vida de outra pessoa;

Além disso, a dificuldade de fazer escolhas pode estar associada a transtornos psicológicos. Alguns transtornos como ansiedade e depressão podem facilitar com que a pessoa tenha maior dificuldade de tomar decisões.

Seja por falta de prazer na vida, e em qualquer atividade rotineira (como acontece na depressão), seja por medo das consequências, mas não um medo comum, mas um medo tão grande e que gera tanto sofrimento antecipado, dificultando na tomada de decisão (como acontece no transtorno de ansiedade).

Não escolher é como um mecanismo de defesa, uma forma de fugir da responsabilidade então se comprometer com as consequências da escolha feita, o que pode gerar uma falsa sensação de segurança.

Como ser assertivo nas escolhas

As escolhas fazem parte da vida e são inevitáveis. Assim como lidar com as consequências (boas ou ruins) também são inevitáveis. Para aprender a lidar melhor com as escolhas é preciso entender que é impossível ter certeza de tudo e que erros também podem acontecer.

Para fazer uma escolha mais assertiva, o primeiro passo é pensar em todas as consequências das opções: se eu escolher pela opção A, o que de melhor pode acontecer? E o que pode acontecer de pior? E na opção B, a mesma coisa: O que pode acontecer de melhor? E o que de pior que pode acontecer? Pensar nas consequências é importante para a tomada de decisão, mas não se apegue somente às consequências. Focar somente nos resultados de suas ações pode gerar muita angústia e sofrimento desnecessário.

Após pensar nas consequências das escolhas, o próximo passo é entender qual dessas opções é o que você realmente quer. Às vezes, o que dificulta uma decisão é o medo de machucar um amigo, um familiar, ou o receio do que as pessoas irão pensar se você fizer o que quer. Confie no seu instinto, mesmo que outra pessoa esteja falando que outra opção é a melhor, ouça a si mesmo.

Também é preciso aprender a identificar as crenças relacionadas às escolhas, e que podem estar dificultando esse processo. Quando se acredita que não é capaz de tomar decisões, ou que as escolhas dos outros são melhores que as suas, a probabilidade de evitar tomar decisões é muito grande. Por isso, aprender a identificar e modificar essas crenças é primordial para que se aprenda a lidar com as escolhas tomadas e consequências geradas. E nesse processo, o auxílio de um psicólogo é primordial.

Na terapia é possível reconhecer as crenças que dificultam a tomada de decisão, também é possível aprender a modificar tais crenças, assim como é possível conquistar mais confiança em si e desenvolver o autoconhecimento, que são extremamente necessários para uma vida saudável.

Escolher é um risco, mas a vida é um risco. É preciso investir em autoconhecimento para que possa conquistar confiança em si, para poder encarar as escolhas que precisa fazer. Se responsabilizar pelos seus atos, e compreender que você pode errar, mas também pode acertar, e tudo bem. Quando é você que se responsabiliza pelas escolhas de sua própria vida, você trilha o seu próprio caminho e constrói a sua própria história.

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